Saite da Vida

Saite da Vida

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A CHUVA ESTÁ LEVANDO TUDO E TODOS!

Nesta época de copa parece que a indiferença neste país está ainda mais forte. Os jornais noticiam que em Alagoas há mais de 617 pessoas desaparecidas no estado em conseqüência das chuvas, com um saldo de 29 pessoas já confirmadas mortas. Em uma única cidade noventa por cento das casas foram destruídas pela forte correnteza do rio que corta a cidade, carrengando casas, pontes, linhas férreas, estradas e pessoas. Pessoas choram desoladas, pois perderam a cidade, referência de suas vidas. Não têm mais casa, escolas do filhos, igrejas, se renderam à força da natureza. Parecendo meesmo que as cidades foram bombardeadas. Em Pernambuco, próximo à Zona da Mata, vizinha de Minas Gerais também a chuva ainda continua com o processo destrutivo. Sem contar o que já ocorreu este ano em Santa Catarina, na cidade de São Paulo, na cidade e encostas do Rio de Janeiro, e na capital mineira, para citar apenas alguns locais de tragédias, fazendo centenas de vítimas. Sempre é uma tragédia anunciada, que os políticos tentam não priorizar, mas quando ocorrem não sabem o que dizer à população, porque não podem afirmar "eu sabia que isto poderia acontecer". Só cestas básicas, salário para as famílias e telefones celulares é muito pouco para arrumar a pobreza desta nação. Seria prioridade além de construir escolas, premiar os professores incentivando-os a quererem dar aulas, ajudá-los a poderem ajudar os seus concidadãos a reeducar todas as camadas populacionais a cuidar melhor do nosso planeta, do local onde vivemos. Tudo é possível, basta querer quando se tem consciência. A partir da educação vem junto a saúde, o cuidado com os hospitais. No momento há hospitais de campanha, que tem aparecido várias vezes ao ano nas calamidades de nosso país. Até bem pouco tempo nos vangloriávamos que nosso Brasil estava livre de terremotos e tornados e outros eventos. Mas acho que nunca ninguém disse que estávamos livres da pobreza e do analfabetismo e analfabetos funcionais, aqueles que chegam à oitava série mas que não sabem escrever ou fazer contas, que não conseguem colocar sua idéia no papel. Dizem que o índice de analfabetismo diminuiu, está certo, as pessoas estão podendo ler o letreiro do ônibus que vão tomar, mas educação é saber onde jogar a garrafa pet para não entupir os bueiros. Para isso entra o incentivo aos educadores que estão em contato direto com as crianças, das prefeituras motivando os seus cidadãos, como se motivam os brasileiros para assistirem as partidas de futebol ou mesmo para serem jogadores de tal esporte. Se os políticos quisessem eles alcançariam tudo e o Brasil seria um país muito educado, civilizado cuidado. Não haveria inundações, encharcamento dos morros, incêndio em favelas, ou epidemias de jovens trabalhadores morrendo acidentados de motocicleta no trânsito. Nem mesmo cesta básica haveria, nem salário família porque todos teriam dignidade de promover o próprio sustento porque a educação recebida seria suficiente para tanto. Então falta uma reforma na educação, porque com ela concerta-se tudo! Enquanto o governo continuar só dando as inundações continuarão, as pessoas acordarão se afogando nas enchentes ou sufocadas pela fumaça de algum incêndio.Cuidar do Brasil é ensinar a ter dignidade. Para tanto é preciso ter dignidade para governar, para redistribuir a renda arrecadada pelos altos impostos que pagamos a cada objeto que compramos. Enquanto isso estamos distraídos pelo ópio que o craque, o futebol e outras distrações nos alienam. Mesmo a fé poder ser usada como fator de alienação. Ah, Deus quer! É carma! Deus não quer, e ninguém está fadado a morrer do jeito que a gente não queira. Eu sou o arquiteto do meu destino, o presidente de um país é o arquiteto do destino seu país.Os senadores, deputados, prefeitos, vereadores, professores, médicos são co-arquitetos do presidente. Dinheiro o Brasil arrecada como nunca arrecadou em todos os tempos passados. Nunca os impostos foram tão altos e nunca houve tantas taxas a pagar. Como dizia Gil Vicente no Alto da Barca do Inferno: Estavam nela, os banqueiros, os juízes, os funcionários públicos, e acho que ele mandaria nesta barca os proprietários das empresas telefônicas. Desculpem, mas não há futebol que me inebrie a ponto de não ver que meus irmãos estão morrendo e perdendo suas esperanças pelo esquecimento da nossa política individualista. Salve William Bonner e Arnaldo Jabor! Eu amo vocês que insistem em mostrar a nossa realidade e a "nossa indiferença" dia a dia. Pior cego é aquele que não quer ver.


Precisamos acordar o Brasil, coitado! Carlos Drumond de Andrade

domingo, 20 de junho de 2010

Domingo em Veneza Paulista



Finalmente acordei na cidade de veneza Paulista. Fico num hotelzinho familiar, muito simples porém muito aconchegante. Hoje ainda estou descansando de uma viagem muito estressante e cansativa, mais pela minha ansiedade que desarranjou meu aparelho digestivo, que pela viagem em si, que foi tranqüila, sem intercorrências Sabia que há meses estava tensa com a tarefa que me esperava, e que ia adiando, adiando, adiando, com medo de enfrentá-la... Tarefa que todas as minhas irmãs desempenharam muito bem, mas eu por ter a retaguarda de marido sempre fui mais acomodada e porque não dizer insegura? O dono do hotel conheceu meus pais desde quando éramos criancinhas morando no povoado de Bela Floresta, uma escadinha de cinco irmãos com menos de cinco anos de diferença entre os cinco. Portanto sou tratada como amiga parente, carinho e amizade. Por aqui, as pessoas são mais dóceis, humanas e amigas. Facilita uma série de perguntas que precisam de boas respostas para evitar contratempos familiares, já que somos em oito irmãos, várias madrastas, muitas histórias que se interpenetram formando uma teia imensa de informações... estou aqui para tratar do meu imposto de renda que ainda não foi declarado. Em dois mil e oito não declarei e agora em dois mil e dez também não. Dois anos sem declarar são adicionadas estrelas, declarando a terra como improdutiva, e o governo se apropria delas, apesar de toda terra ser lavoura. Faz muitos anos que deveria trazer para Veneza Paulista o serviço de contabilidade, mas não conseguia tomar iniciativa. Sempre priorizei o conhecimento, a fé estudada, quase racional e auto-conhecimento. Mas chegou uma hora que não dá mais para adiar. A vida burocrática exige posturas inadiáveis e o meu estado de saúde não permite mais prorrogações. Sou responsável por este patrimônio, pelo futuro de meus filhos e netos que ainda estão por vir. Hoje tenho o firme propósito de legalizar esta situação, salva pelo gongo.


Como o meu pai está me acompanhando nesta viagem, escolhi uma música que ele gostava muito. São as músicas que eu ouvia quando era criança e de madrugada ele ligava o rádio de pilha e nós acordávamos com estes sons que para mim eram mágicos. Animava as nossas manhãs infantis.Pegávamos um copo com café e corríamos para o curral para beber o leite quentinho da vaca que ele tirava e nos brindava.


MARIO ZAN CHALANA

http://www.youtube.com/watch?v=QwDTSpQkrGs&feature=related


quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Poder

PODER

Mestre Saint Germain – 03.11.90

"Nós somos parte da grande mente universal, e temos a chave da nossa liberdade em nossos corações através da força de vontade(1) e do amor(2), formamos uma terceira energia(3), a energia do poder. Seguindo essa trindade, podemos alcançar o Poder Absoluto que libertará nossa alma da cadeia de aprendizado que ora nos encontramos. O nosso tempo é curto e a coisa mais importante é a nossa unidade interna, antes que o ciclo termine para todos aqueles que buscam. Estamos acostumados com as fraquezas da nossa personalidade e identificados com ela; devemos pois buscar com sinceridade e amor, a própria Luz Interna e Ela se manifestará para sempre, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!"

Os Mestres da Grande Hierarquia Maior Solar 23.05.91

Texto adaptado do Livro: Mensagens dos Mestres Ascencionados


Com força de vontade, inteligência que é a soma de nossa sabedoria e experiência de vida, + amor , alcançaremos o "Poder" do discernimento, da intuição, isto é, ouvir a voz interna, para viver as Verdades Evangélicas. O Poder está dentro de cada um de nós. Devemos teimar para viver em harmonia harmonizando o nosso ambiente. A depressão grassa no planeta Terra, pesando sobre nós como uma nuvem negra. Sobre todos nós, mas está dentro de nós o poder de dissipar essa escuridão com a nossa Luz Individual. Com boa vontade e ânimo e alegria podemos afastar essa negatividade. A ansiedade é falta de fé. Viver cada dia com amor, dedicação, entuasiasmo e muita fé. A oração é a comunicação rápida com os Amigos do Espaço, Jesus, Deus.

Tico é a nossa orientadora espiritual.

"Cada um de nós deve vivenciar o poder para, depois, vivenciar a humildade."

Música para Ativar o nosso Poder

Eine Kleine Nachtt Music Wolfgang Amadeus Mozart

http://www.youtube.com/watch?v=HhPPQaXx7K8&feature=fvsr

Medwyn Goodal - Music for relaxation & Meditation

http://www.youtube.com/watch?v=fEE0MSTy-pg

domingo, 13 de junho de 2010

Francisco de Assis, O Chiquinho de Jesus


Texto de Wagner Borges do livro "Falando de Espiritualidade"

"O corpo é nossa cela e a alma, o ermitão nessa cela, encerrado para orar para o Senhor e meditar Nele."

-Francisco de Assis-

"Ele conversava com os bichinhos e os espíritos da natureza. Às vezes, entrava em êxtase olhando a lua e flutuava sobre a campina enevoada.

Ele chamava o sol de irmão e sua luz de esplendor celeste. Seu nome era Francisco, o menino simples de Jesus, o Chiquinho do amor.

Certo dia, ele viu Jesus em seu próprio coração e entrou em êxtase. Foi possuído por uma atmosfera de puro amor e flutuou nela.

As testemunhas de sua ascensão foram os bichinhos e os espíritos da natureza.

Este homem simples foi possuído por aquelas ondas de amor silenciosas emanadas de Jesus, o amigo dos homens. Ele era de Assis, mas seu coração era de Jesus.

E o amor que o guiava era incondicional, de todo mundo, além das referências de raça, religião, sexo e cultura.

Aquele amor que ama a prostituta e a dona de casa, o plebeu e o rei, o materialista e o religioso, o tolo e o sábio, o ocidental e o oriental, o homem e a mulher, o velho e a criança, os bichinhos e os espíritos da natureza.

Aquele amor que opera em silêncio e que só quem viaja espiritualmente nas ondas em serviço a favor do mundo sabe.

Aquele amor, pai da poesia, mãe da canção e fonte inspiradora de textos criativos, viagens espirituais enobrecedoras da consciência e toques sadios.

Aquele amor que possuiu o Francisco dos bichinhos e que iluminou seus passos desde então.

Aquele amor que arrebatou seu espírito para os planos celestes e tornou-o o Chiquinho dos sofredores, o homem simples que ajuda invisivelmente a humanidade com suas preces luminosas e seu coração generoso.

O Chiquinho de Jesus, um mestre estelar que ajuda os homens em silêncio, mas que só os bichinhos e os espíritos da natureza continuam testemunhando sua ação luminosa.

O Chiquinho do amor, a quem homenageio com estes pobres escritos que nasceram de um coração que sempre lembra com admiração da prece que ele ensinou:" Wagner Borges


Oração de São Francisco de Assis

Senhor,

Fazei-me instrumento de vossa Paz.

Onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;

Perdão, onde haja injúria;

Fé, onde haja dúvida;

Esperança, onde haja desespero;

Luz, onde haja escuridão;

Alegria onde haja tristeza.

O' Divino Mestre,

Permiti que eu não procure tanto

Ser consolado quanto consolar;

Ser compreendido quanto compreender;

Ser amado quanto amar.

Porque é dando que recebemos;

Perdoando que somos perdoados.

E é morrendo que nascemos para a

Vida Eterna.

Oração de São Francisco de Assis - Eliabete Lacerda
http://www.youtube.com/watch?v=xcEEZ1Xibfc&feature=related

Francisco de Assis, O Chiquinho de Jesus

Francisco de Assis, o Chiquinho de Jesus

Texto de Wagner Borges do livro "Falando de Espiritualidade"

"O corpo é nossa cela e a alma, o ermitão nessa cela, encerrado para orar para o Senhor e meditar Nele."

-Francisco de Assis-

Ele conversava com os bichinhos e os espíritos da natureza. Às vezes, entrava em êxtase olhando a lua e flutuava sobre a campina enevoada.

Ele chamava o sol de irmão e sua luz de esplendor celeste. Seu nome era Francisco, o menino simples de Jesus, o Chiquinho do amor.

Certo dia, ele viu Jesus em seu próprio coração e entrou em êxtase. Foi possuído por uma atmosfera de puro amor e flutuou nela.

As testemunhas de sua ascensão foram os bichinhos e os espíritos da natureza.

Este homem simples foi possuído por aquelas ondas de amor silenciosas emanadas de Jesus, o amigo dos homens. Ele era de Assis, mas seu coração era de Jesus.

E o amor que o guiava era incondicional, de todo mundo, além das referências de raça, religião, sexo e cultura.

Aquele amor que ama a prostituta e a dona de casa, o plebeu e o rei, o materialista e o religioso, o tolo e o sábio, o ocidental e o oriental, o homem e a mulher, o velho e a criança, os bichinhos e os espíritos da natureza.

Aquele amor que opera em silêncio e que só quem viaja espiritualmente nas ondas em serviço a favor do mundo sabe.

Aquele amor, pai da poesia, mãe da canção e fonte inspiradora de textos criativos, viagens espirituais enobrecedoras da consciência e toques sadios.

Aquele amor que possuiu o Francisco dos bichinhos e que iluminou seus passos desde então.

Aquele amor que arrebatou seu espírito para os planos celestes e tornou-o o Chiquinho dos sofredores, o homem simples que ajuda invisivelmente a humanidade com suas preces luminosas e seu coração generoso.

O Chiquinho de Jesus, um mestre estelar que ajuda os homens em silêncio, mas que só os bichinhos e os espíritos da natureza continuam testemunhando sua ação luminosa.

O Chiquinho do amor, a quem homenageio com estes pobres escritos que nasceram de um coração que sempre lembra com admiração da prece que ele ensinou:

Oração de São Francisco de Assis

Senhor,

Fazei-me instrumento de vossa Paz.

Onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;

Perdão, onde haja injúria;

Fé, onde haja dúvida;

Esperança, onde haja desespero;

Luz, onde haja escuridão;

Alegria onde haja tristeza.

O' Divino Mestre,

Permiti que eu não procure tanto

Ser consolado quanto consolar;

Ser compreendido quanto compreender;

Ser amado quanto amar.

Porque é dando que recebemos;

Perdoando que somos perdoados.

E é morrendo que nascemos para a

Vida Eterna.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Oi Larita, vá a uma festa de Congada


Fotografia tirada da Folha de Contagem on line.

Hoje após receber a sua mensagem, e reencaminhar uma para você "pessoas silenciosamente especiais" fui chamar os cachorrinhos para dentro de casa. Você não imagina a carinha com que chegaram aqui! Foram chegando um a um... primeiro o seu "Pancho", desconfiado... brejeiro... peguei-o com cuidado e fui limpando-o, quando vi que a sujeira era maior que imaginava, coloquei-o no tanque começando a lavar-lhe o peito e patas. Se você visse a cor da toalha...Não quis lavá-lo todo porque está frio, e ele poderia se resfriar. Depois chegaram, Peludo e kelly. Apliquei o mesmo procedimento no Peludo. Como ele se mexia muito, acabou molhando a parte lateral das costas. Em seguida, a kellynha, foi mais fácil, mas por conta do frio, ela se debatia muito, não parava um minuto. Como tem pouco pelo, não me importei de lavá-la toda. Logo em seguida liguei o secador no meu banheiro e sequei-a, depois o Peludo. Já estão sequinhos prontinhos para dormir. Tudo isso porque logo após a janta deles, quis dar-lhes um pouquinho de alegria, deixando-os no quintal. Mas foram à procura de alguma toca de gambá, nos terrenos baldios do lado, ou na área verde, e alí fizeram a festa. Agora estão deitadinhos no sofá a meu lado, bem quietinhos, se lambendo todos...Como são fofinhos essas criaturinhas, quando estou com paciência. Você comentou comigo que gostou da sua postagem, aquela que havia me pedido, mas nem precisava pois estava no meu programa fazê-la para você, uma para cada filho. Ah, o Olivier foi para Jundiaí levando a Biloca, para dormir com eles por lá, e visitá-la a mãe. Queria lhe contar a arte de hoje. Como a copa se aproxima, me conectei com a nossa raiz africana, lembrando da Congada que acontece muito por aí onde você se encontra. Que eu saiba o ciclo foi aberto no sábado de Aleluia, e o ponto culminante será em outubro, segundo a folha on line de Contagem. Você está bem longe de Belo Horizonte, mais próxima à Bahia, portanto bem longe do local a que me refiro. Mas diga, não tem jeito de conheceralguma cominidade onde se realizam estras festas por aí? É importante conhecer um pouco desta história, pois seria um resgate da herança luso-afro-brasileira, com o ingrediente português de devoção à Nossa Senhora do Rosário, a igreja no Brasil reforçando essa crença, até mesmo do interesse dos Senhores, para manter os escravos submissos, enquanto que os negros de posse desse ingrediente ressignificaram a forma ao culto, mesclando os mitos africanso com os nossos santos católicos, nascendo uma linda paisagem sonora e ritual. Tem muita chance de onde você está, esses costumes terem se perdido, devido as proibições dos negros em expressar sua alma, sua crença, seus costumes. Mas dê uma investigada por aí. Se ainda ocorrer tais celebrações, por favor, vá ver. É importante ter conhecimento do nosso lindo folclore. Vou colocar para você uma música do Milton Nascimento e Caetano Veloso "Calix Bento". Esses versos eram cantados quando os negros chegavam à porta da Igreja, sempre trancada para os escravos, então eles pediam permissão para o padre, pedindo que abrisse a porta.

O' Deus salve casa santa
Aonde Deus fez a morada
Aonde mora o cálix bento
E a hóstia consagrada.

Logo a seguir o capitão entoava sem acompanhamento dos instrumentos, o "lamento negro", que rememoriza o tempo do cativeiro, o sofrimento dos escravos, as proibições. O lamento termina com a entrada do ritmos Serra Acima, nas caixas (tambores), que acompanha o canto que pede abertura das portas:

Santo padre, abre a porta
Nego véio quer entrar
Pra assistir a santa missa
Que vosmicê vai celebrá.
Aí então as portas se abrem, sendo realizada a missa conga, diferente da tradicional pela inclusão de cantos próprios do Congado, executados pelas guardas do Congo e moçambique.
Terminada a celebração o cortejo retorna à comunidade onde será servido almoço. O prato é sempre feijoada. Portanto, é imperdível. Tomei conhecimento dessa cultura no Encontro Latino Americano de Educação em Valores Humanos, do projeto EDUCARE, fundado na Índia pelo grande educador HINDU, Sai Baba. Este encontro se deu em Belo Horizonte no peíodo de 18 a 23 de Janeiro de 2003. Nesta ocasião tivemos oportunidade de encontrar a comunidade negra dos Arturos e a Guarda de Moçambique. Se você desejar conhecer mais leia a Folha de Contagem
on line.
Lembre-se que você é uma artista, e além de fundamentar sua cultura, ainda lhe servirá de base para trabalhos futuros.
Algumas informações foram extraídas de Os Sons do Rosário, de Glaura Lucas. Ed UFMG
Nara leão Canta Cálix Bento de Chico Buarque
Quilombola dos Arturos

A Cientista que Recuperou-se de um Derrame Cerebral

Jorge Pontual - Numa passagem rápida em Nova York, entrevistou a neurocientista, autora do Best Seller mundial A Cientista que Curou o Próprio Cérebro, Jill Bolte Taylor. Conteúdo exibido no programa Millenium da Rede Globo. Na entrevista que tem duração de vinte e três minutos, Jorge pontual comenta que o cérebro humano tem a capacidade de se recuperar e encontrar a felicidade. A cientista ensinava neuroanatomia na Universidade de Harvard. Sofreu um derrame há treze anos, perdendo as funções do lado esquerdo do cérebro. Com a ajuda da mãe, Jill levou oito anos para se recuperar e hoje é uma pessoa normal. Mas nesse processo, aprendeu como usar o lado direito do cérebro, onde segundo ela, existe um profundo sentimento de paz e felicidade.
HD= hemisfério direito
HE= hemisfério esquerdo
Ela amanheceu percebendo que um vaso sanguíneo do lado esquerdo do cérebro tinha explodido, levando-a a perder todas as funções cerebrais, no curto prazo de quatro horas. Sua mãe recebeu a notícia de que ela estava num "quadro estável". Pensou então que ia encontrá-la bem. Mas encontrou um corpo debaixo dos lençóis, um corpo que respirava. Levantou os lençóis, pegou-a no colo, e cantou cantigas de ninar, tratando-a como a um bebê. Não tinha o que fazer com ela. Com a ajuda da mãe, teve que reaprender tudo do zero, como um recém nascido. Novo processo de integração dela com ela mesma se iniciou, pois o cérebro tem a capacidade de se recuperar. Ela levou oito anos para se recuperar e hoje é uma pessoa normal. O hemisfério direito ficou intacto podendo sentir um profundo sentimento de paz e felicidade. O hemisfério esquerdo abriga a linguagem, onde reside a capacidade de criar sons e dar sentido a eles, permitindo que possamos nos comunicar. A linguagem é também a capacidade do auto-reconhecimento onde fica armazenada a individualidade, dados como nome, endereço, enfim o todo núcleo egóico do indivíduo. Perdeu todos os detalhes que a definiam como indivíduo, a noção de limites e espaço que esse corpo ocupa, o limite de onde começa e termina. Essa noção está guardada nas células localizadas no hemisfério esquerdo. Perdeu o monólogo interno que foi completamente silenciado, permanecendo em silêncio absoluto. A partir da ausência que a conectava com o mundo exterior, penetrou no momento presente, na experiência presente. A mente não processava lembrança do passado e não via perspectivas do futuro ou coisas importantes do mundo exterior. Penetrou na experiência do presente, no momento presente, experiência que lhe causou uma profunda paz interior e êxtase total, desencadeado pela ausência do mundo exterior tal como o conhecia. Tinha se libertado da responsabilidade, do emprego, dos relacionamentos. A bagagem emocional de trinta e sete anos havia desaparecido.
A ausência disso sucitou o que ela viria a escrever como a reveladora experiência que o Budismo denomina de Nirvana.
Jill Taylor diz que é capaz de reingressar nesse estado sempre que deseja. Quando perdeu o HE pode experimentar o momento presente do HD. Precisou reconstruir e reconectar os circuitos que haviam parado de funcionar no HE, contudo esse processo não reduziu o que aprendeu ao perceber que a paz interior está sempre presente. Assim decidiu não se achar tão importante no mundo. Com a ausência do monólogo interno e do ego pode adentrar o que chama de "magnífico estado de união com a existência". Algumas pessoas alcanção este estado com a meditação ou uso de drogas.
Após a cirurgia, esperou passar o inchaço e trauma sofrido pelo cérebro, reconstruindo circuito por circuito. A capacidade de se comunicar linguisticamente, requer uma combinação de circuitos diferentes. Habilidades diferentes dependem de circuitos diferentes. Ao pronunciar uma palavra, precisava juntar energia para produzir um som, que no início, saía como um sussurro quase inaudível, até que foi aperfeiçoando cada som. Por exemplo: a palavra cão, ou dog, ocupa um espaço no cérebro, para recontruir tal palavra no cérebro, precisou tempo e muito exercício, palavra por palavra,prestando muita atenção para entender clara e precisamente os detalhes do que alguém estava lhe dizendo. Quando o momento presente passava, ela não conseguia associá-lo com o momento seguinte. Após a cirurgia sua mente foi lentamente aprendendo a compreender a linguagem num nível mais complexo. O HE refutava aprender, resistiu muito. A leitura parecia uma prática completamente absurda. Era incapaz de ter pensamentos abstratos voltados à linguagem.
Por oito anos o aprendizado mais importante foi dedicado à linguagem. Queria aprender a falar novamente. Sabia que o tempo vivendo nesse corpo era finito, queria fazer o melhor para tentar se reestruturar e reativar os circuitos do HE. Demorou armanezar conversas para reutilizá-las em outro momento. Achou que compartilhar sua experiência era importante.
O seu braço esquerdo estava paralisado e o direito debilitado, dificultando o equilíbrio corporal. Redefinir as suas limitações de corpo e espaço também levou tempo. Ela se sentia enorme, porque não tinha noção da delimitação do seu próprio corpo. Trabalhou também as sua limitações corporais levando um bom tempo. Foi um processo gradativo até poder conseguir realizar duas tarefas simultâneas. Levou oito anos para perceber que tinha uma estrutura corporal sólida. Durante estes oito anos acreditava que era um corpo fluido, se considerando um ser energético. Interagia com a energia ao seu redor. Ficou muito claro que somos seres interconectados, somos uma só energia, a grande família humana. Acordar todos os dias pensando e assimilando e pensando isso como realidade nos possibilita orientar a vida assim. O HE nos separa e cada um passa a ser um indivíduo sólido. Passou a considerar que seja qual for o tempo que viver, está tendo sorte, algumas horas, semanas meses ou anos. Passou a aproveitar melhor o seu tempo, e acha que como caráter melhorou muito.
Aprendeu ter mais compaixão, mais aberta a erros e a aproveitar a similaridade entre nós, em vez de ressaltar tanto as diferenças.
É importante reconhecer que o cérebro pode se recuperar, e podemos melhorar a qualidade de vida. Se uma pessoa só pode se movimentar balançando, que faça a balanço com prazer, com alegria. Que faça o movimento do balanço muitas e muitas vezes com prazer. Se começar a exercitar o sentar-se, que repita este movimento inúmeras vezes até que consiga, sempre com entusiasmo. É importante o apoio familiar e da comunidade médica. Ninguém quer chegar a seu médico e ouvir dele, "sinto muito mas não há o que fazer". É importante que ele também acredite na recuperação, incentivando a família. No mínimo pode-se melhorar a qualidade de vida de qualquer pessoa, em qualquer condição que ela esteja.
Realça a importância terapêutica do sono. Muitas vezes a pessoa dorme muito, sendo que este sono é reparador, devagar a pessoa vai somando energias para o desempenho de tarefas futuras. O sono faz parte do processo de cura, precisa ser estimado, valorizado. Por isso quando alguém sofre um derrame e ficar dormindo, dormindo, é um processo salutar.
Ela queria ser ajudada a se reencontrar no mundo, queria que reavaliassem suas capacidades potenciais. Precisava ser incentivadas e lembrada das dificuldades do dia anterior, uma vez que não conseguia recordá-las. Identificava apenas, e tão somente o presente. Não conseguia reavaliar o passado e o futuro. Se na semana passada se sentou bem, precisava ser lembrada desse bom desempenho, precisava da avaliação e lembrança do observador de fora.
O HD analisa as situações amplamente, e o HE disseca em pedaços a realidade. É função do HE ser crítico, analítico e julgador. Uma parte dela era mesquinha e cruel. Começou a franzir a testa sendo que a raiva resultou numa resposta fisiológica. Quando experimentou a raiva não gostou de ter ativado o circuito da raiva, porque causou uma resposta fisiológica de tencionar o maxilar e o ombro edeixando peito ficou apertado e inquieto. Foi uma sensação horrível segundo Jill Taylor. Decidiu banir isso dela. Se um pensamento negativo chegava, se recusava a ter aquele pensamento. Hoje não manifesta mais aquele circuito fisiológico.
Há diferentes tipos de circuitos cerebrais. Há circuitos de pensamentos emocionais e fisiológicos. Há determinados pensamentos que sempre a deixavaram com raiva. O circuito da raiva dura noventa segundos até percorrer todo o corpo e dissipar. Se esta raiva permanecer por mais de noventa segundos, significa que escolheu, consciente ou inconscientemente a permanecer com este sentimento raivoso. Há sempre uma escolha entre observar a experiência e se envolver com ela. Pode-se sentir e disseminar a raiva.
A mesma coisa serve para a tristeza. Se alguém está sofrendo com a morte de um ente querido, estas ondas estarão constantes, se repetindo continuamente em seu circuito cerebral. Ao pensar na tal pessoa, o circuito da tristeza é estimulado, provocando uma resposta impactante no coração, levando a adentrar numa experiência dolorosa. Se pensar na pessoa , o circuito da tristeza durará noventa segundo até completar a volta e dissipar. Se ficou com a tristeza é uma escolha pessoal.
É possível observar os pensamento, se envolver com eles ou não. Se não desejar acionar tal circuito, dou um "passo à direita" e saio dele observando atentamente o que está á minha frente, quais os odores que sinto no meu espaço, a folhagem com suas minudências e cores, ou as frestas de luz que entram no meu quarto, a patextura da parede, ou a escanda rolante por onde desço ou subo, olhar das pessoas que cruzam o meu caminho, etc. A qualquer momento podemos trazer a mente de volta ao momento presente, assim os pensamentos invasores de negatividade começam a se recolher, se recolhendo e silenciando. Não que deixem de existir, eles voltarão a manipular , mas neste momento damos um passo à direita e voltamos ao momento presente.
A Oração da Serenidade, "Oh! Deus, dai-me forças para aceitar o que não posso e modificar, e coragem para modificar o que o que é preciso". Para modificar o que é preciso usamos o cérebro esquerdo. Lill defende o uso dos dois lados do cérebro, pois é necessário um cérebro equilibrado. Ela diz" Perdi o HE que é lindo, adquiri a consciência pura e reveladora do HD, precisando recuperar o HE, para voltar ser um ser humano funcional. Portanto se aspiro ser um ser humano saudável, preciso ter um equilíbrio cerebral. Ela diz no final da entrevista: "Quanto mais longamente escolhermos o mergulho no circuito profundo e pacífico do HD, maior será a paz que projetaremos no mundo e mais pacífico será o nosso planeta. E acho que esta idéia vale a pena".
Este filme foi visto no nosso grupo de oração que ocorre todas as quartas feiras, complementando uma aula sobre "Viver o Momento Presente", tema recorrente nos nossos estudos, objetivando a eliminação da ansiedade.
O filme foi passado por Plinio Ghirello Filho, para os netos do Seu Plínio, entre doze e dezoito anos que estavam presentes. Fiquei com a tarefa de trascrevewr o conteúdo, para o Seu Plínio preparar a aula para o grupo de adultos.
O importante neste filme, foi entender que para conseguirmos mudanças precisamos de atitude. Com atitude, vontade e ação conseguimos o que desejamos.

"A Cientista que Curou o Próprio Cérebro", best seller mundial por Jill Bolte Taylor.
Não foi este vídeo que assistimos, não consegui encontrá-lo na internete, mas este que apresento é uma palestra poética da autora.
Meu Derrame de Percepção1
Meu Derrame de Percepção2 (fala sobre a esquizofrenia)
Cure o Mundo

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Folia de Reis



Chegada de Santos reis

http://www.youtube.com/watch?v=riIAbiRYnEA&feature=related

Folia de Santos Reis - Costumes, crença e tradição

http://www.youtube.com/watch?v=SaXO2KmwiCQ

Origem do Congado

Em participação de um Encontro Latino Americano de Educação em Valores Humanos, em Belo Horizonte, no período de 18 a 23 de janeiro de 2003, tive oportunidade de conhecer o O Reinado de Nossa Senhora do rosário.



Lara, a Rainha das Águas!



























Sempre desejei ter uma menininha, ela veio após dois meninos. Amei esta filha assim que vi o seu rostinho cor-de-rosa, parecendo mesmo uma rosinha. Sorriu para mim, sorrindo para o mundo. Mesmo entre dois meninos ciumentos, que não queriam vê-la por perto. Foi aquela perseguição. Tinha que estar sempre acudindo, socorrendo, salvá-la das investidas agressivas de seus irmãozinhos... principalmente do mais novo. Faltou-me habilidade para lidar com a situação, de um garotinho que até dois anos vivia no colo, pois era assim com o Olivier. Antes tinha tudo para ele, depois, nada. Tinha prazer em penteá-la, conversar, fazê-la sorrir, sair, ninar e fazer dormir. Exagerava na papinhas, com todos, aliás. Maçã, porque uma?... amassava sempre duas. Pera? A mesma coisa. Depois colocava-a no quadrado, e ficava aquela gorduchinha, parada, sem se mover de tanto que comia. Assim que passava o empachamento, voltava a sorrir e conversar.
A linguagem preferida era o "manhês", ou seja, em inglês motherless, aquela que se faz a vinte centímetros do rosto do neném.
Depois de mais crescidinha, não queria colocá-la na escolinha de tão bom tê-la por perto, mas um dia chega a hora.... Na Escolinha ..., onde todas as crianças iam, você acompanhou seus irmãozinhos... Alí aprendeu dançar e cantar... Começou o desenvolvimento da sua veia artística, pinturas, desenhos, e artes dramáticas. A esta nunca quis dar atenção, mas esta aí, imanente, basta querer... por vezes aparece a iara atriz. Olhos de mãe? Não, é uma certeza. Mas a desenhista, só quer desenhar. O primeiro desenho, o seu preferido eram as sereias, aquele que faz juz ao seu nome, escolhido por mim, como a rainha das águas. A criação é gerada na água, o mundo começou a criação de suas partículas de vida na água, chegando até nós, seres humanos pensantes e herdeiros de Deus. Iemanjá é a nossa Amada Mãe da Vida, da geração,é a água que vivifica. Metaforicamente, a geração da fé, do saber, e da criação. A escolha do nome valeu a pena, porque você é criativa, sempre buscando o conhecimento voltado para a fé, para Deus, para a vida. Esta é a nossa sintonia!
E o amor pelo mar, expressado no principal esporte de sua adolescência, o surf. Quantas férias você sumia pelas praias, só me dando notícias quando começava com os pesadelos de mãe apavorada procurando por você?
Eu e seu pai, às vezes olhávamos algumas moças andando livremente pelas praias e imaginávamos você também moça, com roupas brancas, cabelos louros, encaracolados, tatuagem nos tornozelos, andando livre pelas orla marítima. Claro não a vimos nesse caminhar, mas sabemos que muitas vezes você esteve lá, como as nossas miragens. O costume de pintar cabelos de todos os seus amigos da praia, cortá-los, o seu próprio....
Seus desenhos preferidos, a sereia do mar, por muitos anos!, se transformando em auto-retrato...podíamos vê-lo espalhados pelos cadernos, paredes, e quadros, ainda não postos em paredes, guardados de lembrança.
São tantas Iaras...a Larita viajante, mochila pesada nas costas, uma prancha nas mãos, não sei como conseguia carregar tanto peso. Procurando prais ermas, a praia do sono. Qua agonia de mãe imaginá-la tão isolada, às vezes usando barcos pequenos sem segurança nenhuma para travessias. Caminhadas pelas matas, até chegar à praia do sono, ou dos sonhos. Só mesmo entregando para Deus o seu cuidado. Mudou pouca coisa de lá para cá, você continua viajando, agora a trabalho. E assim vai rodando o mundo, descobrindo a vida. o trabalho, as dificuldades, desenvolvendo a arte de se relacionar, tolerar, a paciência.
Eu lhe desejo muita felicidade, que consiga tudo o que deseja.
Canto das mães d' água
A Lenda das Sereias
Saltimbancos:Nós gatos já nascemos pobres




domingo, 6 de junho de 2010

Cida Falando de Si






Na adolescência praticava esportes e atividades coletivas. Nunca foi de ter uma amizade só, sempre convivendo com rodas diferentes, sendo muito eclética na convivência. Nunca teve paciência com mesmice, não gosta de serviço de casa, é constante nas amizades. Foi namoradeira e adorava viajar pelo Brasil. Sempre economizava da mesada para estas viagens. Sempre gostou de ganhar dinheiro, fazia crochê e os vendia. Muito gulosa com doce, principalmente coca-cola, chocolate e maçã.

Gosta de repassar o conhecimento, por isso não se arrepende de ter feito carreira universitária, mas guarda uma frustração por não ter sido professora universitária. Se alguém tem um segredo técnico, não conte a ela, pois ela não vai guardar, principalmente se for útil ao conhecimento coletivo.

Pede e insiste que eu diga que o maior arrependimento da sua vida foi os dois abortos que fez. A razão principal, era que se casasse, o pai deixaria de pagar a faculdade de arquitetura, pois considerava a sua formação acadêmica muito importante para sua vida, apesar de isso não justificar seus atos. Hoje não faria isso, com a consciência e o respeito à vida que adquiriu. De mil novecentos e setenta e seis a oitenta, passou pelas drogas, mas não aconselha que os jovens façam usa dela. Estava engajada no movimento político, sendo que uma das bandeiras era sexo, amor e drogas. É a favor da liberação controlada das drogas, tanto para arrecadar divisas, deixando de ser um negócio paralelo e arrecadar impostos, por um lado, mais alto até que o imposto do cigarro; e por outro para que o Brasil conheça seus viciados, consequentemente seus marginais adolescentes e os trate com dignidade. Sendo a droga um psicotrópico, seria receitada pelos postos de saúde. Aquele que ultrapassassse os limites seria encaminhado para tratamento assim como se faz no trânsito, coms transgressores.

Tem uma maneira peculiar de procurar os empregados. Quanto ao último, saiu às ruas de Tangará observando as pessoas. Viu na porta de uma casa, um cavalo com uma traia impecável. Conversou com ele e a esposa, gostando da prosa, contratou-os sem pedir referências. Em seguida descobriu que havia trabalhado para um senhor muito exigente da cidade. Três pessoas da família são contratados, e hoje não precisa mais contratar pessoas de fora para roçar pasto e arrumar cercas. A esposa desempenha todas as funções dos homens. A filha mais novinha, treze anos, ajuda a mãe nas lidas da casa deles. O filho mais velho trabalha na cidade. É uma família exemplar. Quando a família ficava desempregada trabalhava com um cavalo e carroça, fazendo frete na praça. Ou vendia espetinhos na praça. Hoje, fora do serviço contratado, nas horas vagas doma cavalos para os vizinhos. Assim que viu a casa desta família, viu que com pequenas mudanças, daria para fazer uma pequena reforma, dividindo a casa em duas kitnetes, e alugar para melhorar a renda familiar, diminindo o trabalho, e a sobra do dinheiro, construir mais umacasinha no fundo do quintal. O filho mais velho é exemplar, não bebe, não fuma , muito responsável com o trabalho. Trabalhou muito anos com outra família, mas não conseguiu dar passos financeiros.

Não gosta de ouvir desaforos, não pisem no calo dela. O direito de um vai até onde começa o direito do outro. Quando age com a intuição, obtem melhores resultados do que quando age com a razão.

Se diz uma pessoa feliz, satisfeita, nada aborrecendo por muito tempo. Nada lhe tira o sono, não guardando raiva e mágoa de ninguém. Quando não gosta de alguém evita convivência. Não gosta de viver brigando, gosta de paz. Mas se precisar faz o seu "barraquinho". Conta que na sua primeira comunhão, estava se esforçando ao máximo ser bem comportada, era muito briguenta, até minutos antes da missa uma menina lhe provocou e ela pois tudo a perder. Quase perdeu o direito de frequentar a cerimônia, tendo que se confessar novamente., para participar da comunhão. Diz ser uma cacterística sua, quando está quase na hora de ganhar o prêmio, põe tudo a perder. Adora ser velha, isto é ter cabelos brancos, mas não gosta de ser gorda e nem dos pneuzinhos.

Adora trabalhar, quando não sabe alguma coisa, se esforça para aprender, assumindo a responsabilidade. Como arquiteta, nunca suportou fazer casas para madames, preferindo os projetos voltados para o social. Define que a casa de cada um é como o coração, ninguém manda. Em Cacoal (RO) era fiscal de obras da prefeitura, fez muitos projetos para indústria. Sua maior qualidade como arquiteta é a racionalidade dos projetos, o seu espaço rende muito. Hoje em dia esta é uma qualidade muito valorizada, mas diz também que este é o único diferencial que possui, incluindo todas as áreas em que já trabalhou.

Adorou a experiência industrial quando trabalhava com reciclagem. De tanto receber máquinas velhas, não conseguindo vendê-las algumas vezes, passou a funcioná-las. foi assim que se tornou industrial.

É criativa e dedicada. Passou fome, desforo de fornecedor, mas venceu. precisou adiar este projeto e trabalho para cuidar do seu maior patrimônio, as fazendas. Aprendeu a ser fazendeira há cinco anos, quando assumiu as rédeas de tudo. Aprendeu com um peão tudo que era certo e errado.

Quanto a política, diz ter vergonha de ser brasileira. São poucas as pessoas do mundo político sérias. Ser séria para ela é aquele que trabalha para o seu crescimento e para o bem da coletividade.

Tudo é possível se houver Fé e Amor.

O seu maior desafio é ser mãe de um adolescente. Com ele está aprendendo amar, perdoar e esquecer as ofensas.

Obs:



  1. Foi sorteada com mais onze pessoas por um frigorífico de Tangará, para ficar cinco dias na África do sul, para ver alguns jogos da Copa, no dia 25 de junho.Com tudo pago.


  2. Ganhou para esta viagem uma mala feita com roupas da irmã Regina e sobrinha Daniela.


  3. A Cida disse que foi a primeira vez que fez uma revisão de sua vida.


  4. Tudo o que está aqui foi-me ditado por ela.


  5. Disse que valeu a pena.


  6. Este relato está sendo feito agora, com a presença dela. Gostaria de glosar algumas informações, mas ela acha importante que permaneçam, pois são lição de vida.